Centenário de Noel Rosa é comemorado no Rio

O Poeta da Vila retratava o Rio do Centro para a zona norte, diz biógrafo Gabriela Pacheco, do “Notícias” | 11/12/2010 às 11h05

Nascido em Vila Isabel, zona norte do Rio de Janeiro, o sambista Noel Rosa completaria cem anos neste sábado (11). Desde o inicio do ano, o compositor e cantor recebe homenagens da cidade sobre a qual tanto gostava de transformar

Para o músico Martinho da Vila, que escreveu o samba-enredo “Noel a presença do poeta da Vila”, o legado de Noel – além de suas obras – foi ter ajudado o samba a se tornar símbolo do Rio.

– É uma figura imortal, parece que ainda está aqui. Suas composições e melodias são bastante atuais. Noel Rosa inspira poesia no samba.

No entanto, a cidade descrita por Noel é diferente daquela imaginada pela maioria das pessoas quando se menciona o Rio de Janeiro. De acordo com o músico Carlos Didier, que escreveu Noel Rosa, uma biografia , junto com João Máximo, o sambista se concentrava no homem comum, do Centro para a zona norte, em vez de descrever o cenário e o dia a dia das pessoas de Copacabana e Leblon.

- Em vez de falar em tese, por exemplo, de amor, ele ilustrava com a cidade, uma cena em um bar. Era um grande cronista. O Noel viabiliza a crônica em samba. Antes dele, a cidade aparecia apenas em cenas pequenas. Ele era simpático a cidade. Mas ao focar em seu bairro, ele não perde a capacidade de ser universal.

Para o biógrafo, o sambista pegou o espírito da cidade, que seria um humor, que não é uma gargalhada, mas um sorriso. Uma graça com uma ponta de tristeza, uma sátira com uma ponta de filosofia.

O “poeta da Vila” viveu na época da formação do samba genuinamente carioca, interferindo no modelo criado no início dos anos 20. Isso ao lado de Ismael Silva, Cartola, Paulo da Portela, que são considerados os sambistas de raiz.

– A chegada de Noel ajuda a legitimar o samba, porque ele traz uma cultura literária portuguesa e brasileira. A música “Triste cuíca”, por exemplo, é um soneto – tipo de poema- e muitas pessoas nem sabem.

Noel Rosa era um boêmio, que gostava de trocar experiências com outros artistas. Teve aproximadamente 60 parceiros, segundo Didier. O sambista veio de uma família musical. Seu primeiro instrumento foi o bandolim da mãe, em seguida, o violão do pai. Didier conta que, segundo relatos do próprio Noel, ao conseguir a atenção das moças com a música, o sambista aproveitou o talento que tinha.

O “Poeta da Vila” viveu apenas 26 anos, vítima de tuberculose, mas compôs alguns clássicos da música popular brasileira. Destacam-se Com que Roupa?, Fita Amarela, Feitiço da Vila, Onde está a Honestidade? e Filosofia.

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5 Respostas to “Centenário de Noel Rosa é comemorado no Rio”

  1. geraldo ferreira Says:

    vc quer manter brog,mas vê se escreve em português.estou no brasil tá.obrigado….

  2. Raoni Ras Says:

    Marcelo, o Ninho de Cobra está listando alguns dos personagens mais influentes de João Monlevade neste ano, e estamos pedindo a jornalistas e blogueiros que opinem quanto a isso. Se puder, envie-me por email (raoni93_jm@hotmail.com) quem para você é a personalidade monlevadense do ano e por que?

    Abraço! Raoni Ras

  3. Raoni Ras Says:

    kkk! Marcelo, eu preferiria que fosse a “personalidade” que tenha feito pelo bem, mas…
    Abraços, e estou esperando a resposta hein! rsrs

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