Duplicação da 381 não deverá mesmo passar por Monlevade

Reportagem abaixo foi publicada no jornal “Hoje em Dia”, na última sexta-feira, 6, pelo repórter Celso Martins. Natural de Bela Vista de Minas, Celso começou a carreira no jornal “A Notícia”.

Os municípios de São Gonçalo do Rio Abaixo, João Monlevade, Rio Piracicaba e Bela Vista de Minas, localizados na Região Central do Estado, vão ficar fora do traçado da BR-381 após a duplicação da rodovia. O projeto elaborado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) prevê uma nova rota do Rio Una, em Barão de Cocais, até Nova Era.

Ainda não há uma previsão de quando as intervenções nesse lote – chamado de 9 – começam. Já nos lotes 7 e 8 os trabalhos devem começar em setembro. Estes dois englobam o trecho do Anel rodoviário, a partir da Avenida Cristiano Machado, em Belo Horizonte, até Barão de Cocais. O custo será de R$ 770 milhões. Os detalhes do projeto foram apresentados em uma audiência pública realizada na quinta-feira (5), na sede do Dnit.

São 69 quilômetros a serem duplicados entre Belo Horizonte e Barão de Cocais. Neste trecho serão construídas 64 pontes, viadutos, passarelas de pedestres e trincheiras. A maior obra de arte, como são chamadas este tipo de construção, será um viaduto de 600 metros de extensão. Ele será erguido após o trevo de Caeté e eliminará uma das curvas mais perigosas da BR-381.

O engenheiro do Dnit Carlos Rogério Caldeira, que apresentou o projeto de duplicação, informou que após a conclusão da obra a velocidade média dos veículos, que hoje é de 60 quilômetros por hora, passará para 80 quilômetros por hora. Além disso, as curvas acentuadas serão praticamente eliminadas, permitindo que o veículo trafegue com mais segurança a essa velocidade.

Edital da licitação será publicado até junho

O superintendente do Dnit em Minas Gerais, Sebastião Donizete de Souza, informou que até o início de junho será publicado o edital para a licitação que vai escolher as empresas que vão executar as obras. Depois desta etapa, serão iniciados contatos com proprietários de casas, comércio e de terreno para a desapropriação. Segundo ele, a previsão de conclusão das obras nestes lotes é de três anos.

O lote 7 vai do Anel Rodoviário até o trevo de Caeté. Nos acessos aos bairros São Gabriel, Nazaré e Eymard, em Belo Horizonte, serão construídas trincheiras que vão desviar o trânsito de veículos do Anel Rodoviário. O lote 8 vai do trevo de Caeté até o Rio Una, pouco antes de São Gonçalo do Rio Abaixo.

Segundo o Dnit, a partir deste ponto até João Monlevade, a BR-381 vai voltar a se chamar BR-262, antigo nome da rodovia. Este trecho vai ser revitalizado e em alguns pontos a pista será duplicada. “O prejuízo para João Monlevade será muito grande. Os postos de gasolina, hotéis e restaurantes, principalmente os que funcionam como paradas de ônibus, vão sofrer com o desvio da BR-381 para Nova Era”, afirma o presidente do Instituto Solar, Clésio Gonçalves, que participou da audiência. O Instituto Solar é uma organização não-governamental que trabalha na prevenção de acidentes na BR-381. De acordo ele, em João Monlevade os comerciantes estão preocupados com os prejuízos que podem ser provocados com a mudança do traçado.

A ponte do Rio das Velhas, interditada no dia 20 de abril, terá sua construção adaptada para receber o novo traçado de duplicação da BR-381.

A duplicação vai eliminar várias curvas, com a construção de viadutos, como este em Caeté

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11 Respostas to “Duplicação da 381 não deverá mesmo passar por Monlevade”

  1. Henriques Says:

    Marcelo,
    Infelizmente, enquanto vejo os discursos, só posso me sentir como responsável por cada vida ceifada, como postei em meu blog.
    Políticos não querem saber dos eleitores, e sim de obter vantagem.

  2. Claira Says:

    Ô Melo, a questão de a duplicação não contemplar João Monlevade vão muito além das questões comerciais. O maior problema é que continuarão morrendo pessoas destas cidades (Monlevade, São Gonçalo, Bela Vista, Rio Piracicaba etc) que precisarão utilizar o trecho. Esta é também a rota de cargas para o Porto de Tubarão. Além disso, aqueles viajantes de todo o Brasil que seguem rumo ao litoral capixaba, também deverão continuar utilizando este trajeto. Portanto, em feriados prolongados, quando é enorme o fluxo de veículos para o Espírito Santo, a carnificina continuará presente. Estas grandes preocupações do ex-Prefeito Carlos Moreira o levaram a comprar briga com o Dnit na época em que este projeto foi apresentado. O trecho São Gonçalo/Monlevade continuará sendo “Rodovia da Morte”.
    O prejuízo, em todos os sentidos, é incalculável para Monlevade e região.
    Grande abraço.

  3. ernane motta Says:

    Claira . Me perdoe , mas meu ponto de vista diz que: a duplicação não passar por Monlevade significa que o trajeto vai mudar, ou seja , quem trafegar na 381 ira trafegar em uma rodovia duplicada que passara por outros pontos. Isso quer dizer o seguinte: o trecho que não for duplicado terá um numero reduzido de veículos, já que quem trafega na 381 não passara em JM. Isso é bom. a reclamação é com relação aos comerciantes que se utilizam do grande trafego da 381 para vender seus produtos. Ora bolas, o que é mais importante: a duplicação ou o comercio local. Nem precisa responder né. A duplicação é de interesse de todo mundo, já o comercio local só diz respeito a região. Não confundam alhos com bugalhos gente. Temos que dar graças a deus que pelo menos a bendita vai sair.

  4. Claira Says:

    Concordo com você Ernane, mas, com duplicação deste jeito, Nova Era será o destino para quem passar pelo novo trajeto. Logo, quem seguir sentido ES pegará a 262, ou seja, passará pelo trecho São Gonçalo/Monlevade.
    De forma nenhuma sou contra a duplicação, pelo amor de Deus. Muito pelo contrário, já que meu marido e diversos amigos trafegam todos os dias pela Rodovia da Morte. Também não sou contra o novo traçado. Mas acho que os trechos da Curva do Mel e do Corte de Pedras devem ser olhados com mais atenção, já que são dos mais perigosos da rodovia.
    E a redução do número de veículos será menor até certo ponto, pois como eu disse, continuará sendo o trajeto de quem segue rumo ao ES, principalmente em época de férias/feriados. Além disso, sabemos que é enorme o fluxo de veículos grandes rumo ao Porto de Tubarão ou saindo de lá para BH (ex: cegonheiras).
    Por fim, sabemos muito bem que a questão é de boa vontade. Tenho certeza que dinheiro tem o suficiente para duplicar os dois trechos, pois os impostos estão os “olhos da cara”. O problema são as maracutaias com o dinheiro público. E o povo como sempre, paga o pato. No nosso caso, muitas vezes, com a própria vida.

  5. ernane motta Says:

    Claira, Segundo o Dnit, a partir de são Gonsalo até João Monlevade, a BR-381 vai voltar a se chamar BR-262, antigo nome da rodovia. Este trecho vai ser revitalizado e em alguns pontos a pista será duplicada.

  6. Claira Says:

    Sim, disso eu sei há pelo menos uns 4 anos.
    Mas por que não duplicar tudo??? Só alguns pontos, se todo o trecho é de extremo risco???
    O grande problema é que NÓS, BRASILEIROS, nos contentamos com qualquer migalha que o poder público nos oferece e ainda ficamos muito agradecidos.
    Fosse na Europa ou nos EUA, a coisa seria bem diferente, governos iriam abaixo, cabeças rolariam, mas a coisa seria diferente.
    Vai ver por isso mesmo somos 3º mundo e eles 1º, rsrsrsrsrs……

  7. Claira Says:

    Não digo que a duplicação seja migalha. Ela é o file mignon, o sonho distante e desejado. Migalha é esta “revitalização” do trecho.
    Claro que ela deve melhorar a segurança, mas ideal mesmo seria a duplicação e modificação do traçado São Gonçalo/Monlevade, com a construção de viadutos, pontes, passarelas e tudo mais que fosse preciso para, aí sim, tornar o trecho mais seguro aos motoristas e pedestres que transitam pela rodovia.

  8. Wilson Bastieri Says:

    É bom que DNIT tenha atenção com a ponte sobre o rio Piracicaba, na quase divisa entre J.Monlevade e Bela Vista de Minas. Local onde ocorreram muito acidentes, com batidas fortes, que derrubaram todo o balaustre. Ver se seus pilares não sofreram abalos, abraço.

  9. Marcos Vinícius Freitas Says:

    Ninguém contesta as melhorias que a duplicação proporcionarar a nossa segurança, mas assim como tudo na vida tem um lado bom e outro ruim, e nesse caso não seria diferente. Querendo ou não essa BR assassina foi fundamental no desenvolvimento de nossa cidade (por menor que tenha sido nos últimos 40 anos), tais atividades que rodeam as margens da BR sofrera um grande abalo com a redução drástica do movimento, podendo colocar em colápso todo ”gigantesco” sistema financeiro monlevadense e de sua regiao metrópolitana ( Rio Piraciba, Bela Vista de Minas, São domingos do Prata e outras ”cidades-bairro” monlevadense). Então fica marcado o apocalipse monlevadense para o termino das obras de duplicação. Grande abraço a todos.

  10. Edilson Cardoso Says:

    Olha quando foi publicado essa matéria… Infelizmente essa duplicação talvez um dia os filhos dos filhos dos filhos de nossos filhos poderão vê-la…

  11. marcelo r ramos Says:

    a dupliicação da 381 só não sai porque o governo do estaado é mole, como as obras em são paulo tem andamento e aquii fica paradas? o governo do estado tambem é responsavel porque issoo tem de ter tambem o seu entereço de fazer desenvolver o estado cobrando os deputados, sendores e governo federal. Quando foi que ouviimos o governo pronuciar o sua vontade de cobrar alguma coisa?

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